OTHONIEL MENEZES FOI HOMENAGEADO
Caso estivesse vivo, o poeta e jornalista Othoniel Menezes estaria completando, hoje, 111 anos. Autor de "A Serenata dos Pescadores - Praieira", que desde 22 de Novembro de 1971 é a Canção Tradicional da Cidade do Natal, foi homenageado no dia 10 de Março de 2006 na Fundação Cícera Queirz, às 19h.
O evento, que foi organizado pelo jornalista, produtor cultural e presidente do Centro de Letras e Artes Potiguares, Paulo Auguto, aconteceu na sede da Fundação Cícera Queiroz que funciona na casa onde o poeta e seus irmãos nasceram e foram criados, na rua das Laranjeiras, Nº 16, na Cidade Altam atrás do Convento de Santo Antônio.
Segundo o jornalista, a primeira edição do evento foi realizada em 2004 em comemoração aos 80 anos de criação da "Praieira". "Naquele ano, o atual proprietário da casa, o ex-vereador e administrador da Fundação Leôncio Queiroz, estava com planos de fazer uma reforma, mas com a reação de personalidades culturais da cidade contra a descaracterização dp prédio, a fachada foi mantida e apenas as instalações internas passaram por modificações", explica.
Com a manutenção da casa, ressalta Paulo Augusto, a Fundação Cícera Queiroz abriu, naquele ano, espaço para homenagear o Príncipe dos Poetas em sua data natalícia, 10 de Março. "O nosso objetivo é manter viva a tradição e a cultura com o entusiasmo da juventude. Saber que temos nas mãos um nome como o de Othoniel Menezes sem o reconhecimento merecido, nos motivou a lutar por esse espaço para expressão artística, dando a oportunidade aos artistas alternativos mostrarem seu trabalho. Esta é uma atitude no sentido de valorizar os artistas potiguares, fazendo valer o que o próprio Príncipe dos Poetas vivenciou, o cotidiano da arte popular", enfatiza.
O evento foi retomado e contou com a participação de expoentes da cultura norte-riograndense como o poeta e memorialista Bob Motta e os repentistas e cordelistas Paulo Varela e Abaeté. "Faremos o lançamento do site www.minhahistoria.com.br/othoniel, em seguida aconteceu a apresentação do seresteiro Fernando Towar, que interpretou ao lado do trio três no tom, a Serenata do Pescador, poema que foi saúda os pescadores que viajaram de Natal para o Rio de Janeiro para participar das comemorações do centenário da Independência, em três barcos a vela, em 1922. A música já foi cantada por artistas locais como Marina Elali, Pedro Mendes, Babal, Valéria Oliveira, entre outros", afirma.
A programação contou também com a apresentação das obras dos artistas da Sociedade dos Poetas vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA), a representação do CD "Serenata do Pescador - Praieira" de Leide Câmara, lançado em 2003, o lançamento do Livro "No palco da vida e sonho da felicidades", de Gildo Dantas e a homenagem ao Primeiro aviador do RN, irmão do poeta, o Sargento do Exército João Menezes. "O que queremos é manter viva a obra de Othoniel Menezes, lançamos um concurso para também festejar o Dia da Poesia, que aconteceu no dia 14 de Março.
OBRA COMPLETA SERÁ REEDITADA
Aos 67 anos, Laélio Ferreira de Melo, analista financeiro aposentado do Tribunal de Contas da União é o caçula dos seis filhos do Príncipe dos Poetas, revela que antes de partir para o Rio de Janeiro, em 1962, seu pai deixou toda sua obra com ele,a quem chamava de secretário.
Laélio ressalta que era ele o responsável pela entrega do material produzido por Othoniel aos jornais da época para que fossem publicados. "Sempre tivemos uma relação muito estreita, apesar do jeito encaramujado dele. Foi por causa da influência de meu pai que comecei a escrever alguns poemas, com estilo moderno, meio Augusto dos Anjos, mas acabei largando poesia para trabalhar", diz.
Depois de ter morado em Brasília, Rio de Janeiro, e ter rodado o país, Laélio tem se dedicado à revisão da obra completa de Othoniel Menezes para poder reeditá-la. "Apesar de nãao ter passado pela Universidade, meu pai era um homem muito culto e chegou a escrever ensaios em francês. Além de poeta, também era um excelente prosador, apresentando um estudo sobre Ferreira Itajubá, de quem era fâ número 1", ressalta.
O filho do Príncipe dos Poetas enfatiza a importância de eventos como o do dia 10 de Março, na Fundação Cícera Queiroz, onde esteve presente com alguns de seus 8 filhos. "São iniciativas de grandes méritos, não só porque é meu pai, mas porque sensibiliza o poder público que precisa respeitar mais o passado. Othoniel afirrmou, inclusive em uma de suas obras, a ilusão efêmera de popularidade, palavras que levou até o dia de sua morte, em 1969. Diferente do que as pessoas pensam, ele não faleceu em decorrência do Mal de Parkinson, mas de um infarto fulminante, oito meses depois da morte de minha mãe. Ele morreu de saudade".
Aclamado como "Príncipe do Poetas do Rio Grande do Norte", título que lhe foi conferido por seus pares, em 1918, quando tinha 23 anos, o Poeta e Jornalista Othoniel Menezes de Melo nasceu no dia 10 de Março de 1895, na Rua da Laranjeira, Nº 16 - Cidade Alta.
Autor prolítico e compositor inspirado, Othoniel é imortal pela Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), como membro ocupante da cadeira nº 23, cujo patrono é o escritor Antônio Glicério. Othoniel foi sucessor na cadeira do escritor Bezerra Junior, em 1958, sendo seus ocupantes em seguida Jaime G. Wanderley e Iaperi Araújo.
Tendo se radicado no Rio de Janeiro a partir de 1963, Othoniel ali faleceu a 19 de Abril de 1969, aos 74 anos. Deixou escrito, os livros de poesias "Sertão de Espinho e flor", como um canto de amor ao Seridó, região onde viveu 20 anos de sua juventude, Gérmem, livro de poemas, com prefácio de Henrique Castriciano, em 1918; Jardim Tropical, em 1923, no qual consta o poema Serenata do Pescador(Praieira), Canção da Montanha, em 1955 e inéditos, A Cidade Perdida e Desenho Animado. Seu poema Serenata do Pescador, mais conhecido como Praieira, foi musicado por Eduardo Medeiros.
A música Praieira foi tão tocada na época, que o Governo Municipal de Natal decidiu considerá-la Canção Tradicional da Cidade, através do Decreto Lei Nº 12, de 22 de Novembro de 1971. Foi cantada pela primeira vez, oficialmente, em 16 de Dezembro de 1923, por Deolindo Lima, no Teatro Carlos Gomes, hoje Teatro Alberto Maranhão. A primeira gravação de Praieira foi feita em acetato pela Rádio Nordeste de Natal, 1956, em ritmo de baião, na interpretação de Valdira Medeiros, filha de Eduardo Medeiros, com o conjunto Regional de Duca Nunes.
Meus Senhores, Autoridades, etc......
Aqui, neste chão, filhos do jovem Capitão republicano e da moça alta de olhos claros, nasceram, na última década do Século Dezenove, quatro Poetas e uma menina de olhos agateados – de nome Stela – que, muito cedo, partiu para o azul. Os varões, todos eles, anos depois, meninotes, passaram pelo Colégio Diocesano Santo Antônio, internos, aqui ao lado, no vetusto outão da Igreja do Galo e pelo respeitável Atheneu Norte-rio-grandense. Viveram alguns anos no sertão. Perderam a mãe muito cedo, em Jardim do Seridó. Minha avó Maria Clementina era bonita, alta. “Usava um roupão encarnado e tocava violão” – lembrava Othoniel, num poema. Suicidou-se, coitada, aos 28 anos! Os órfãos foram todos, daí em diante, criados com muito carinho pela segunda esposa do Capitão, Dona Celsa Bezerra Fernandes de Melo. João e Celsa geraram Waldemar, Gisélia, Miralva, Irama, Alda e Alba – a única, hoje,viva e ainda bonita, aqui presente, no alto dos seus setenta e tantos anos !
Todos eles, os “meninos” de Maria Clementina, fizeram versos:
FRANCISCO – o primogênito Francisquinho – Bacharel em Direito de Olinda e Recife, magistrado íntegro e culto, jornalista, professor, chefe de família exemplar, POETA!
OTHONIEL - Tony, meu Pai - sou o seu benjamim, o caçula dos sete filhos – Othoniel, o eterno chorão da “Praieira”, jornalista, professor, ensaísta, escritor, folclorista, acima de tudo, POETA !
JOÃO – o Joãosinho - aviador pioneiro e mártir, o valente soldado de infantaria que combateu os jagunços de Floro Bartolomeu, no Ceará do “Padim Ciço” do Joazeiro, piloto audacioso, namorador, piadista irreverente, curumiaçu do lote de Cascudinho, POETA !
Finalmente, GABRIEL – Gaby - militar, Sargento e depois Oficial de Cavalaria, um gênio em Matemática e Física, meio avoado, valente como os seiscentos, jornalista e POETA !
Os Poetas são chamados de “vates”. Do latim “vatis”: adivinho, profeta, vidente, mestre – o que adverte !
Othoniel, numa sextilha despretenciosa , e não publicada, muito anos antes de partir para o seu auto-exílio no Rio de Janeiro, já profetizava que não deixaria os ossos no Alecrim.
Era a advertência e a premonição do Vate ! Natal lhe fora ingrata e cruel como fora com Ferreira Itajubá – por quem tinha profunda admiração e sobre quem escrevera um belo e erudito ensaio, reclamando quanto ao descaso em que morrera o poeta de “Branca”, sem amparo, à míngua, esmolando favores aos poderosos da época. Até a ossada – com o “crânio rude e enorme” – a extraviaram, perderam, depositada que estava na Igreja do Bom Jesus das Dores, na velha Ribeira de guerra, onde nasci.
Othoniel, no início da década de 60, doente , sem diagnóstico, perseguido pelos caciques de então, dolorosamente arrumou os pouquíssimos teréns e escapuliu para o Rio de Janeiro. Amava muito o seu torrão . Entretanto, muitos dos seus conterrâneos da chamada elite política e intelectual de então, barões assinalados, nunca lhe haviam perdoado a franqueza com que tratava certos figurões e a circunstância de haver escrito, nas oficinas da velha “República”, “de cabo a rabo”, o jornal oficial do Levante de 1935. Nunca foi comunista – como foi taxado e depois condenado a 3 anos de cadeia. Era, todos sabiam, socialista e amigo de Café Filho. Culto, pobre e probo, tinha consciência do próprio valor e disso se orgulhava – isso sim ! Não suportava idiotices e bajulações, grupinhos, patotas. Nunca tomou posse nas Academias. Aceitou a imortalidade por imposição de velhos e poucos amigos, notadamente do seu quase-irmão Esmeraldo Siqueira. Resolveu, de vez, ir embora. Ia cumprir seu próprio vaticínio, seu destino ! MAKTUB ! Amparou-se no braço amigo e sofrido da sua Maria e foi embora ! Chorando, mas foi ! E, lá, morreu, no Rio de Janeiro, no Catumbi, no apartamento modesto, saudoso da sua Natal e da companheira dileta, minha mãe - que o antecedera na partida para o Céu !
Partiu, certamente, relembrando a sextilha magistral, sobre Natal:
És linda. Iara morena,
Pulando, da água serena
Do Potengí, a cantar,
Nua, à sombra dos coqueiros,
Perfumada de cajueiros,
- os seios furando o mar !
--------------------
Por sua vez, João Menezes de Melo era, até hoje, um ilustríssimo desconhecido na própria terra. Não fosse Luiz G.M.Bezerra, não seria nome de rua em Natal, quase oitenta anos depois do seu sacrifício! Em 1977, nos jornais e num livro, Luís da Câmara Cascudo, seu companheiro de juventude, “curumiaçu do seu lote” – leia-se “rapaz da mesma turma, da mesma idade, do mesmo tope, da mesma laia “ - fez breve relato da sua também breve existência. Morreu aos 24 anos ! Nunca casou, não deixou filhos. Gabou-lhe, Cascudinho, o “espírito esfuziante, comunicativo, original”. Era um gozador, o meu tio ! Graças a Oswaldo Lamartine e a Cláudio Galvão – este, meu velho amigo de bancos escolares, pesquisador da obra de Othoniel, organizador dos livros póstumos do Poeta, seu biógrafo – graças aos dois, tenho, no meu arquivo, uma fotografia de Joãosinho – o Sargento Menezes, atleta e remador rubro-negro - publicada na revista “Careta”, em 1919, posando de calção de banho, fraque e cartola, no calçadão do praia do Flamengo ! Fazia, gostosamente, irreverentemente, crítica às autoridades do então Distrito Federal – que queriam coibir o uso de maiôs e calções mais ousados...!
Um Capitão francês picareta, Etienne Lafay, da Missão Militar Francesa, no Campo dos Afonsos – que anos depois seria, por pouco tempo, colega de Mermoz e Exupéry na Latecoere – causou-lhe a morte. Em 29 de setembro de 1920, manhã cedo, voando num caça Nieuport, João Menezes, notando falha no motor, pousou para comunicar o fato e pedir outro aparelho para a complementação das manobras. O Instrutor , que não gostava do Sargento (era o melhor piloto da turma, o primeiro brevetado), além de não atender à requisição , negou o pedido de maneira sarcástica. Menezes entendeu a negativa como uma ofensa ao seu brio – ao dele, cabra-macho que já enfrentara fuzilaria de jagunço, bala de rifle, lazarina de rolimã, corpo-a-corpo de faca-peixeira no Ceará ! Não ouviu os colegas e amigos! Teimoso, subiu, fez o “parafuso” e dele não saiu! Antes de o avião se espatifar nas cercanias da Estação de Marechal Hermes, livrou-se dos cintos e saltou livre, só, para a morte ! Na época, não existiam paraquedas, pousos de emergência, os recursos tecnológicos de hoje. O Nieuport tinha rodas de bicicleta e a maioria deles era sucata de pós-guerra, impingida pela França ao Exército Brasileiro !
Tombou perto da rua Gravatá, num campo de futebol. Menino, eu, na companhia de Othoniel, ainda vi, em Marechal Hermes, uma espécie de marco no local da queda, chantado pelos companheiros de vôo - alguns deles, mais tarde, generais e marechais-do-ar ! Não existe mais, hoje ! Menezes é o sexto mártir da aviação militar brasileira, nome de hangares e ruas em vários estabelecimentos militares, Brasil afora. No Rio Grande do Norte, antes mesmo do livro de Câmara Cascudo, seus companheiros aviadores da Força Aérea Brasileira, gente de fora – como se dizia à época – deram-lhe o nome a uma rua em Parnamirim, durante a Segunda Guerra Mundial. Quase oitenta anos depois do seu sacrifício é que a Prefeitura de Natal – – sob pressão de Luiz GM Bezerra – tardiamente cuidou de denominar, nos cafundós-do-judas, uma artéria, do outro lado do Potengí, com o seu glorioso nome !
-- ------------------------
Meu caro Vereador Leôncio Queiroz: tendo eu – pode parecer! – derramado queixas até agora, chega a hora da alegria, se alevanta mais alta, em bom-som, a clarinada sonora de agradecimento, no momento de externar, em nome de toda a família, a profunda gratidão. Nosso respeito, nosso “muito obrigado”, nossa admiração! Por haver, Vossa Excelência, acolhido o meu reclamo quando alertado para a derrubada do imóvel. Fazia-a, até então, desconhecendo o valor histórico e sentimental deste sítio, deste chão ! Dá, agora, nesta noite, Vossa Excelência, creia, um belo exemplo aos chamados “órgãos de incentivo à cultura potiguar”! Um doloroso cascudo na cabeça de muita gente grande...!
Resgata Vossa Excelência, fique também certo, a história da nossa Cidade, da nossa terra, da nossa arte, da nossa coragem ! Ao Poeta e Jornalista Paulo Augusto, seu irmão, também o nosso aplauso pela eficiência, pelos textos impecáveis das placas hoje aqui afixadas, pela sensibilidade ! Aos funcionários, alunos e colaboradores desta instituição, a nossa amizade e estímulo.
A Fundação “Cícera Queiroz”, hoje, agora, de braços abertos, casa nova, cheiro de tinta, chão lavado, presenças formosas, fisionomia de amigos , parentes e admiradores, simpaticamente acolhe Othoniel e João Menezes. E quem abriga e abraça um Poeta e um Herói, abraça , inteira, à toda Humanidade !
Obrigado a todos.
LAÉLIO FERREIRA DE MELO, filho do Poeta e sobrinho do Aviador, foram proferidas na solenidade, transcorrida no dia 10 de março de 2004, aniversário (109) do grande intelectual norte-rio-grandense.)
fonte:
http://www.natalpress.com.br/index.php?Fa=aut.inf_mat&MAT_ID=2490&AUT_ID=65
Evento Cultural 10 de Março de 2006.
FUNDAÇÃO CÍCERA QUEIROZ
Rua das Laranjeiras, 16, Cidade Alta
Telefone: 3212-3040
E-mail: contato@minhahistoria.com.br
Ofício-Circular, 08.03.2006
Othoniel Menezes recebe homenagem
na casa onde nasceu na Cidade Alta
A Fundação Cícera Queiroz realiza, na próxima sexta-feira, dia 10, uma homenagem ao poeta natalense Othoniel Menezes (1895-1969), considerado o “Príncipe dos Poetas” do Estado do Rio Grande do Norte e festejado autor de “A Serenata do Pescador – Praieira”, canção-símbolo da Cidade do Natal. Poetas, seresteiros, repentistas, trovadores e artistas em geral prestarão um tributo ao poeta, na sua data natalícia, na casa onde nasceu, onde hoje se encontra instalada a Fundação Cícera Queiroz, na rua das Laranjeiras, 16, Cidade Alta, por trás do Convento de Santo Antônio dos Capuchinhos.
A homenagem, com início às 19h, constará do lançamento oficial da página memorialística do poeta Othoniel Menezes, no site www.minhahistoria.com.br/othonielmenezes, iniciativa do administrador da Fundação Cícera Queiroz, ex-vereador Leôncio Queiroz, em parceria com o Clube de Letras e Artes Potiguares (CLAP). A seguir, haverá apresentação do poema “Praieira”, de Othoniel Menezes, musicado por Eduardo Medeiros (1886-1961), na voz do renomado seresteiro natalense Fernando Towar, que a cantará na íntegra em interpretação solo, com coro e instrumental dos companheiros que fazem o trio Três no Tom. Na seqüência, haverá um recital de poesia em homenagem à data, a cargo de poetas, trovadores e repentistas potiguares consagrados. Apresentarão suas obras, o poeta e memorialista Bob Motta, e os repentistas e cordelistas Paulo Varela e Erivaldo Leite de Lima, o Abaeté. Em seguida, serão apresentadas obras dos artistas que compõem a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA).
Consta, ainda, do programa apresentação do CD “Serenata do Pescador – Praieira”, lançado em 2003 pela musicóloga Leide Câmara, por ocasião das comemorações dos 80 anos da canção-símbolo da Cidade do Natal. A programação abrange, também, a apresentação do livro de auto-ajuda do escritor natalense Gildo Dantas, “No Palco da Vida e o Sonho da Felicidade”.
A homenagem da Fundação Cícera Queiroz, vem juntar-se às festividades que celebram o nome do poeta Othoniel Menezes em Natal, procurando recordar e fazer viver a obra do artista natalense, cuja data de nascimento antecede as efemérides que festejam o Dia Nacional da Poesia, dia 14 de Março. Alia-se, por isto mesmo, ao tributo feito ao poeta pela Prefeitura Municipal do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes, que instituiu o Prêmio Literário Othoniel Menezes, de Poesia, concedido anualmente e já na sua sexta edição.
“Praieira”, poema de Othoniel Menezes com música de Eduardo Medeiros, foi cantada em público pela primeira vez no dia 16 de dezembro de 1923, por Deolindo Lima, no Teatro Carlos Gomes, hoje Teatro Alberto Maranhão. Pelo Decreto-lei nº 12, de 22 de novembro de 1971, “Praieira” se tornou a canção oficial da Cidade do Natal. A primeira gravação foi registrada em acetato pela Rádio Nordeste de Natal em 1956, em ritmo de baião na interpretação de Valdira Medeiros, filha de Eduardo Medeiros, com o conjunto regional Duca Nunes.