O núcleo populacional do território, situado às margens do Rio Curimataú, teve início com a instalação de uma hospedaria no início do século XVII. A hospedaria, pertencente aos moradores pioneiros, servia de repouso para boiadeiros da Paraíba e de Pernambuco que passaam pela região conduzindo rebanhos de gado. A povoação começava a crescer com a fixação de muitos boiadeiros que, ao passarem pela localidade, decidiam também morar no novo arruado.
O povoado recebeu o nome inicial de Urtigal, devido á grande quantidade de urtigas existentes na propriedade rural às margens do Rio Curimataú.
Posteriormente a povoação passou a se chamar, de forma definitiva, Nova Cruz. O novo nome é explicado e precedido pela existência de alguns fatos narrados pelo saber popular e contados pelo historiador Manoel Dantas. De acordo com os mais antigos, "existia no território uma anta, com espiríto maligno. em determinado dia, uma astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o feitiço da anta, o caçados partiu para esfolar o animal vivo. Mas logo no primeiro talho a anta conseguiu escapar, deixando para trás sua pele e penetrando mata a dentro. No matagal virgem o animal tronou-se feroz e terrível. O povoado naturalmente começou a ser chamado popularmente de Anta Esfolada".
No ano de 1863, um missionário caouchinho batizou o povoado com o nome de Nova Cruz e mandou trazer da cidade de Santa Cruz, vários galhos de inbaré, para confecção de uma grande cruz, com o objetivo de afugentar o espiríto maligno e toda a crendice da Anta Esfolada.
Em 15 de Março de 1852, pela Lei Providencial número 245, foi criado o município de Nova Cruz, o qual recebeu foros de cidade somente em 3 de Dezembro de 1919.
O município de Nova Cruz está localizado na Região Agreste do Estado, a 104 quilômetros de distância da capital, com uma área 283 quilômetros quadrados, onde vivem 32 mil pessoas.
Nova Cruz tem na pecuária e na produção agrícola seus principais componentes econômicos. A cidade conta com uma a fama de vaquejada, que se realiza normalmente nos meses de Agosto ou Setembro, atraindo participantes e visitantes de várias localidades.
A cultura é apoiada pelas Bibliotecas Pio XII, Câmara Cascudo e Arcelina Fernandes, com um acervo conjunto de mais de 4 mil livros colocados á disposição da comunidade, que também recebe o reforço de uma emissora de rádio, com penetração em toda região.
A confecção de redes e tapetes de agave, rendas de bilro e trabalhos com o barro, são os componentes do produto artesanel local.
O folclore ganha vida com as apresentações de bumba-meu-boi, do Pastoril e por ocasião das festividades juninas.
No dia 8 de Dezembro todo novacruzense se faz presente na sua terra para comemorar o dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Conceção.
fonte:
Livro Terras Potiguares de Marcus Cesar Cavalcanti de Morais