Luiza Queiroz de Paiva

Minha História


LUIZA QUEIROZ DE PAIVA &
JOSÉ ROMUALDO DE PAIVA

Luiza nasceu em 21 de julho de 1920, em Pau dos Ferros.
Quando jovem, trabalhou nos afazeres domésticos, ajudando a mãe que, com o falecimento do marido, passou a sustentar uma casa com 10 filhos.
Conheceu José Romualdo Paiva, que namorava, a princípio, com uma de suas irmãs. No Carnaval de 1936, constituindo uma família com oito filhos.

Criou-os e educou-os num ambiente de simplicidade, eficiência, amor e coragem, onde foram constantes as dificuldades, embora as lutas tenham transformado os obstáculos em trampolins de vitórias.

José Romualdo, conhecido como Zuca Paiva, nasceu em 1º de setembro de 1909, em Luiz Gomes. Desde pequeno acompanhou seu pai, no trabalho, como carpinteiro.
Após o casamento, passou a trabalhar como pedreiro, mestre-de-obras, chegando a ser grande construtor, reconhecido por famosos engenheiros da época.

Depois de casada, Luiza lecionou, por um ano, no Grupo Escolar “Joaquim Correia”, onde havia estudado. A atividade no magistério foi interrompida quando teve de mudar-se para Mossoró, voltando-se então para as atividades do lar, com toda a sua dedicação.
Luiza deixa marcado um papel de mãe, mulher extraordinária, esposa e educadora. Simples e batalhadora, sempre quis e conseguiu o melhor para toda a família. Procurou evoluir em todos os aspectos para acompanhar e participar de toda a trajetória de vida de seus filhos.
 
TIA LUIZA

Maria Do Carmo Queiroz Batista da Silva

Um exemplo de tenacidade determinação e respeito que ficaram nos filhos que criou.
Eu conheci tia Luiza quando era criança, tinha em torno de 9 anos de idade.

Nossos tios, a maioria deles, moravam em Pau dos Ferros; formávamos uma grande família.
Tia Qui era a irmã mais velha da família, bastante respeitada por todos os familiares por ser ela uma pessoa extremamente determinada, cuja administração familiar era um exemplo  de ordem e crescimento para todos, tanto no âmbito do relacionamento familiar como no conhecimento da escolaridade. A todos orientava, apoiava e dirigia com o jeito simples e sua visão de ver adiante. Sempre na frente do tempo. De tia Raimunda, me lembro pouco de sua convivência entre os seus irmãos.

Tia Estelita, professora do curso primário, extremamente religiosa, prezava pela orientação da família. Cuidava com zelo do culto religioso, realizando com rigor as festas religiosas, apoiando a Igreja nesta tarefa.

Tio José era famoso pela realização do seu trabalho de construtor nato. Inteligente, criativo, fazia os prédios com planejamentos fantásticos, calculando a olho nu a altura, largura etc. Construía até mesmo torre de igreja num trabalho que requer conhecimento. Em virtude das formas que ele assumiu no meio desse grupo de irmãos  era o mais bem-sucedido economicamente.

Era o ponto de atração dos sobrinhos, pois não esquecia de trazer sempre uma lembrancinha quando viajava (relojinho, cintos, etc.).

Bom, tia Luiza morava vizinha a mamãe. Casada com Zuca, construtor que trabalhava junto a tio José na realização das obras habitacionais, os dois viviam bem. Papai trabalhou com eles durante algum tempo, como pedreiro. Tia Luiza, doméstica, cuidava com esmero da família, orientando os filhos Raimundo, Manuel, Toinha, Zélia, Zoraide, Maria Paiva e Zenaide nos deveres escolares e nas atividades de casa. Rigorosa com os filhos,  a eles ensinava o trabalho doméstico, inclusive a cozinhar.

Com a evolução do trabalho de construção, tio José foi morar em Mossoró e Zuca o acompanhou. Aí foi que nasceu minha oportunidade para continuar os meus estudos, pois eu tinha muito desejo de estudar.

Tia Luiza me levou para ir estudar na casa dela, em Mossoró. Esta história é interessante pois mamãe me dava uma mesada. Dinheiro era coisa rara. Ela mandava uma lata com 20 ovos de galinha caipira todo mês pelo misto. Os ovos, tia Luiza comprava, transformando em dinheiro, a minha mesada.

Só que eu não retirava a mesada toda de uma vez. Iá pedindo três centavos para comprar uma borracha e assim ia, até completar cinco cruzeiros.
Tia Luiza fazia a administração rigorosa dessa retirada.
Muito econômica, controlava todas as despesas com muito cuidado. Bastante ativa, não admitia que os seus filhos e eu ficássemos ociosos.

Cada um tinha uma obrigação. Cuidávamos da arrumação e limpeza da casa, sem descuidar dos horários para estudar. Lavávamos e passávamos a roupa das crianças mais novas, atentos para que não se perdesse uma só fita dos cabelos das meninas, que eram longos e extremamente bem cuidados.

Eu e Toinha éramos como que conometradas. E como estávamos na adolescência, também éramos bastante vigiadas. Não podíamos: ir na janela, usar batom ou usar roupa muito curta. Só usávamos batom no Carnaval e pronto. Às festas do colégio, tínhamos de levar Maria Paiva para vigiar. Não podíamos conversar com nenhum rapaz.
Por trás dessa vigilância, a gente arriscava o flerte ou uma conversa rápida nos corredores da escola.
Havia uma saída ou outra na casa de um colega com o pretexto de apanhar o caderno para conversar sobre os flertes em andamento.
Éramos escaladas em rodízio para fazer o jantar a cada sábado. Os meninos, Raimundo e Manoel, eram controlados na altura.
Zelosa, mantinha a casa e as crianças limpas, sadias e ocupadas sempre.
 
JOSÉ ROMUALDO DE PAIVA (ZUCA)

Conhecido como Zuca Paiva, nasceu em 1º de setembro de 1909, em Luiz Gomes, entre mais cinco irmãos. Acerca das origens portuguesas da família, dizem as informações originais, obtidas pela família, juntamente com o Brasão das linhagens:
“Paiva - Iniciou-se esta família de uma das cinco grandes linhagens portuguesas, pois provém do Arnaldo do Baião. Seu primogênito, João Soares de Paiva, senhor da Quinta de Paiva, tomou para si este nome. Daí a origem da família Paiva, servindo aos reis de Portugal como magistrado e homem das leis. Foi feito nobre da corte e recebeu seu brasão de armas que consta do Livro do Armeiro Mor”.

É filho de Francisco Romualdo de Paiva e Franscica Maria de Jesus.
“Luiz Gomes era muito pequena, mas eu morava num sítio. Lá, a gente trabalhava na agricultura. Em Luiz Gomes, era tudo muito fraco. Mas eu freqüentava uma escola. Depois, em 1929, papai resolveu sair para Pau dos Ferros, onde estudei no Grupo “Joaquim Correia”. Também liguei pouco aos negócios de estudo e não cheguei nem a terminar o 1º grau”, conta Zuca.

São seus irmãos Joaquim Paiva, Manoel Paiva, Maria Paiva (falta completar... ... ...). “Eu tinha uma irmã, Maria Paiva, que casou com Santino Morais, que era lá de Santa Luzia. Depois de casada, foi morar na Paraíba. Essa irmã faleceu logo. E tinha Naninha, que também morreu, e os outros ficaram lá por Luiz Gomes e Pau dos Ferros. Tinha o Manoel Paiva, que era “seu” Né, que trabalhou ainda em Pau dos Ferros, numa firma com Ciço (Cícero) Almino. Lá, trabalhou muitos anos, quando resolveu vir para Natal e aqui enfrentou tudo na vida. Mas, não teve muito êxito. Ainda trabalhou muito tempo com (Militão) Chaves (do Armazém Natal). Depois, deixou; botou uma padaria, mas também deixou. E tem o Chico Paiva, que morreu agora (1997), em Santos. Ele trabalhou muito tempo comigo por aqui. Na época da (II Grande) Guerra (1939-45), ele foi para o Amazonas, trabalhar como “soldado da borracha”. Joaquim Paiva trabalhava no Estado; hoje é aposentado.

Quando jovem, Zuca trabalhou com seu pai como carpinteiro.
Em 1936, conheceu Luiza Queiroz e, em abril de 1937, casaram-se. Antes, teve um pequeno namoro com Raimunda, irmã de sua futura esposa.

“Eu tive até um namoro com Raimunda; depois, acabou-se e aí eu comecei com Luiza, passamos bem um ano. Eu não tinha condições de casar, e tive um namoro com Raimunda, e queria muito, mas não tinha condições. Então, não enfrentei o casamento. Depois, já para o fim, eu resolvi casar mesmo, enfrentando tudo. Logo em seguida, veio Raimundo depois, nasceu Zélia, Maria Paiva, Manoel...”, diz Zuca, cuja família é formada de oito filhos.

Após o casamento, passou a trabalhar como pedreiro, mestre-de-obras, chegando a ser grande construtor, reconhecido por famosos engenheiros da época.

“Comecei a trabalhar de pedreiro em Pau dos Ferros, em companhia de José Florêncio. Arranjávamos serviço, eu ia trabalhar e ele ia também. Mas tudo coisa particular. Eu trabalhava, já nesse tempo, como pedreiro e ele como servente. Depois, ele resolveu trabalhar de pedreiro. Até construiu uma casa ali perto da igreja (em Pau dos Ferros). Daí começou, corajoso como diabo, e entrou na construção, fazendo muito serviço por Marcelino Vieira. Em Pau dos Ferros, fez muitos. Depois, ele foi para Mossoró, começou a trabalhar com Tertuliano (Fernandes), na construção de uma fábrica de óleo e outras coisas. Eu fiquei em Pau dos Ferros. Depois, eu vim para Mossoró, 1951. A gente conseguia a construção de muitas obras. Em Mossoró, nós começamos com uma fábrica de mosaicos e uma oficina. Na construção, continuamos juntos, até que nos separamos: eu fiquei pela minha parte e ele com parte dele. Não tinham capital nenhum, a gente enfrentava sem capital mesmo. Ele contratava um serviço, e ficava sendo financiado pelo proprietário. José era muito corajoso enfrentava tudo na construção. Eram casas, prédios. Como eu, que construí vários prédios. eu terminei a construção de um prédio em Martins e ele pegou outros, fora do município, e assim a gente trabalhava. Eu começava uma construção, ia retirando dinheiro; depois, começava outra e ia retirando. E assim levando. Quase que só dava mesmo para se manter. Eu nunca quis ser empregado de ninguém. Vivi tudo por minha conta. Tanto com José Florêncio, como depois, sozinho. A construção maior que eu peguei foi um serviço na Salina Guanabara, conseguida por Antônio Florêncio. Mas isso aí eu fui fazer só já éramos separados. Eu comecei construindo uma série de prédios, e depois José conseguiu fazer uma caixa d’água. mas eu nem terminei o serviço; pararam a construção”.

Morando de início em Pau dos Ferros e municípios vizinhos, mudou-se para Mossoró, onde residiu durante quarenta anos, recebendo o título de “Cidadão Mossoroense”.

Homem simples, sem formação acadêmica, mas um modelo no seu comportamento social, com a permanente demonstração de honestidade e amor pelo trabalho.

Sempre fez questão que seus filhos equilibrassem estudo e trabalho, sem que o último prejudicasse o primeiro. Foi o maior patrimônio que impôs, vendo hoje todos formados.
Contribuiu de maneira decisiva na formação de uma grande família, que convive nos padrões de perfeita união. Tal contribuição estendeu-se também aos seus sobrinhos, que com ele moraram, formando-se na filosofia de sempre ajudar o próximo.

FILHOS
Raimundo Paiva
- Lúcia Sarinho Paiva

Antônia Paiva Duarte
- Luís Duarte Paiva

Manuel Paiva
- Maria Cristina Fernandes Paiva

Maria Zélia Paiva Fernandes
- Edmilson Fernandes

Maria Zenaide Gadêlha
- Fernando Gadêlha

Maria Paiva Cabral
- Luiz Carlos Cabral

Rita Luzia Souza Santos
- Orlando Menezes Santos

Maria Zoraide Paiva Santos
- Carlos Fernando  Pereira dos Santos

NETOS    
Raimundo Paiva   e  Lúcia Sarinho
- Fábio Sarinho Paiva
- Valeska Sarinho Paiva
- Daniele Sarinho Paiva

Antônia Paiva Duarte  e  Luís Duarte Filho
- Roberta Paiva Duarte
- Cássio Paiva Duarte
- Érika Paiva Duarte

Manuel Paiva  e  Maria Cristina Fernandes
- Manuel Paiva Júnior
- Ana Paula Fernandes Paiva
-Ana Carolina Fernandes Paiva

Maria Zélia  e  Edmilson Fernandes de Queiroz
- Paulo Roberto Paiva Fernandes Queiroz
- Carlos Henrique Paiva Queiroz
- Ana Cláudia Fernandes Pahim

Maria Zenaide Gadelha  e  Fernando Gadelha
- Andréia Paiva Gadelha
- Flávio Paiva Gadelha
- Cristiane Paiva Gadelha

Maria Zoraide Paiva Cabral  e  Carlos Fernando Pereira dos Santos
- Fernanda Paiva Pereira dos Santos
- Sílvia Paiva Pereira dos Santos
- Carlos Fernando Paiva dos Santos Filho

Maria Paiva  e  Luís Carlos Cabral
- Adonias Paiva Cabral
- Luiz Carlos Cabral Filho
- João Igor Paiva Cabral

Rita Luzia de Souza Santos  e  Orlando Menezes dos Santos
- Eduardo Henrique Souza Santos
- Frederico Augusto Souza Santos
- Ana Luiza Souza Santos

BISNETOS 
Fábio Sarinho Paiva  e  Clélia Paiva
- Mariana Paiva
- Daniel Paiva

Paulo Roberto Paiva Fernandes e  Débora Cristina Araújo Fernandes
- Paulo Victor Araújo Fernandes
- Carlos Henrique Araújo Fernandes
- Vanessa Cristina Araújo Fernandes

Ana Cláudia Fernandes Pahim  e   Wellington de Medeiros Pahim Júnior
- Luana Liz Fernandes Pahim

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