Lixo

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Separar o lixo orgânico do material reciclável é uma atitude simples que representa benefícios sociais, econômicos e ambientais. Além de evitar a poluição do meio ambiente e reduzir o número de resíduos destinados aos aterros sanitários, a coleta seletiva retira as pessoas dos lixões e favorece a formação de cooperativas de reciclagem. Apesar disso, essa forma de recolhimento representa apenas 0,5% de todo o lixo coletado na capital, segundo a própria Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana).

A coordenadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Ascamar), Rosileide Manço do Nascimento, confirma que "o número de pessoas que separam o lixo orgânico dos materiais recicláveis em Natal ainda é reduzido".

A lista de materiais recicláveis é longa e inclui plástico, garrafas, embalagens de produtos de limpeza, tubos e canos, brinquedos, sacos, sacolas e saquinhos de leite e isopor. Além disso, é possível reciclar latinhas de cerveja e refrigerante, esquadrias e molduras de quadros, molas e latas. Jornais, revistas, impressos em geral, papel de fax e embalagens longa-vida também podem ser reciclados. Mas preciso ter cuidado com frascos, garrafas e vidros de conserva, pois o mau acondicionamento desses materiais pode provocar acidentes entre os catadores.

De acordo com o presidente da Urbana, Bosco Afonso, a meta é aumentar a coleta seletiva para 20% em 2012. Segundo ele, há algumas falhas nas associações. "A Urbana investe R$ 100 mil por mês em coleta seletiva, mas o rendimento é muito baixo", declara. Atualmente, a coleta porta a porta beneficia os bairros Pirangi, Lagoa Nova, Jiqui, Ponta Negra, Dix-Sept-Rosado, Nazaré, Quintas e Nova Parnamirim.

A Urbana estuda o percurso feito pelos catadores para identificar falhas e redimensionar a coleta seletiva em Natal. Além disso, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) vai montar uma usina para separar o lixo orgânico dos materiais recicláveis e fazer uma campanha para esclarecer a população sobre os benefícios da coleta seletiva.

Segundo Bosco Afonso, o maior problema é a falta de informação da população. A Urbana também trabalha a coleta seletiva em hotéis, condomínios e empresas privadas e públicas. "Fazemos campanhas sobre coleta seletiva, redução de materiais e reciclagem nos maiores produtores de lixo de Natal. As empresas se cadastram e nós nos encarregamos de recolher os materiais recicláveis periodicamente", informa.

Dicas

Plásticos:

Lave-os bem para que não fiquem restos do produto, principalmente no caso de detergentes e xampus, que podem dificultar a triagem e o aproveitamento do material.

Vidros:

Lave-os bem e retire as tampas.

Metais:

Latinhas de refrigerantes, cervejas e enlatados devem ser amassados ou prensados para facilitar o armazenamento.

Papéis:

Podem ser guardados diretamente em sacos plásticos.

Caixinhas tipo longa-vida:

Também devem ser limpas para evitar que a sujeira deixe mau cheiro e atraia animais como ratos e baratas.

 

A terceira reportagem da série especial da Semana Mundial do Meio Ambiente destaca a grande variedade de produtos e materiais que pode sofrer reciclagem e os benefícios ambientais e econômicos do processo. A matéria, que é assinada por Andrielle Mendes, com imagens dos repórteres fotográficos D'Luca e Jaqueline Maia, mostra também o quanto a coleta seletiva ainda é incipiente em Natal e informa como o cidadão deve preparar os produtos para esse tipo de coleta e como o serviço pode ser solicitado. Amanhã, vamos mostrar um projeto escolar no bairro de Guarapes, que leva a conscientização ambiental da teoria à prática.

Fonte: Diario de Natal 03/06/2009

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