LEÃO FERNANDES DE QUEIROZ &
MARIA ESTELITA DE QUEIROZ
Maria Estelita nasceu em Pau dos Ferros, em 22 de maio de 1911, onde morou até o ano de 1930.
Criada numa família de nove irmãos, era a terceira filha em termos de idade. Estudiosa e aplicada, cedo começou a dar aulas particulares a crianças. Fazia parte do coro de cânticos da igreja de Nossa Senhora da Conceição, membro atuante da vida religiosa, compunha a Irmandade Mariana e o Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus. Foi catequista, procurando sempre levar a todas as crianças a palavra de Deus.
Em 1931, aos 20 anos, torna-se professora do povoado conhecido como Encanto, hospedando-se na casa do sr. José Virgílio Costa e de dona Nazaré, casal muito conceituado na região. Esse casal iria ter muita importância na sua vida, daí a amizade, surgida dessa convivência, ter perdurado através dos anos. Ela sempre recordou esse período com carinho e gratidão.
No povoado de Encanto, Maria Estelita foi a mestra querida, alfabetizando crianças e adultos, numa atividade de verdadeira liderança. Era consultada por todos, para os mais diversos assuntos. Embora com toda a ocupação, não relegava a parte religiosa de sua vida. Continuou fazendo o mesmo trabalho que fazia na igreja de Pau dos Ferros: aulas de religião, novenas, assistência aos enfermos e catecismo.
Durante a festa da padroeira do povoado de São Sebastião, conheceu Leão Fernandes, que seria seu companheiro nos sessenta anos seguintes.
Leão Fernandes de Queiroz nasceu em 22 de maio de 1907, no sítio Cantinho, na região do Alto Oeste, próximo a Pau dos Ferros. Entre suas atividades, dividia-se entre a de comerciante, plantador de cana e arroz, além de criar gado e cuidar da lavoura.
Do sítio Cantinho, Leão contava suas aventuras de rapaz, participando das vaquejadas, caçadas ou viajando como tropeiro para vender rapadura no Ceará, nos tempos de seca. A chuva, o sol e o verde dos campos faziam o seu rosto bonito ficar alegre, produzindo-lhe boas gargalhadas de satisfação.
Estelita e Leão Fernandes casaram-se em fevereiro de 1932, e juntos continuaram a luta em benefício da comunidade. Leão demonstrou ser o parceiro ideal para uma grande mulher, com quem teve nove filhos.
Auxiliaram na construção da igreja de São Sebastião, de quem foram devotos fervorosos. Anos depois, mesmo residindo em outro lugar, jamais deixaram de visitar essa igreja, acompanhado dos filhos, onde oravam, em agradecimento pelas bênçãos de Deus.
Em 1940, Estelita voltou para Pau dos Ferros, lecionando no Grupo Escolar “Joaquim Correia”. Professora amiga e enérgica, só se sentia feliz quando o aluno conseguia assimilar as lições. Quando foi transferida - por perseguição político-partidária - do Grupo Escolar “Joaquim Correia” para a Escola Isolada do Sítio Cantinho, ficou muito triste, apesar de possuir terras ali. Ia deixar a vida da cidade e as colegas de trabalho, com quem planejava as aulas. A falta de convívio com a mãe e os irmãos iria trazer-lhe muitas saudades.
Com os filhos pequenos, longe da cidade, com os meios de transporte lentos para o caso de qualquer emergência, contou, contudo, com a fé em Deus, que a impulsionou para mais um desafio. No sítio Cantinho, no alpendre da casa, ela ensinava as crianças do lugar e dos sítios das redondezas. Com os alunos sentados em bancos de madeira, um ao lado do outro, dispondo de um quadro negro, em turmas multisseriadas, ela conseguia que as crianças e os jovens aprendessem de tudo um pouco. As aulas de conhecimentos, de história e geografia, eram ministradas com muito entusiasmo. Nas datas históricas de nosso país, ela criava representações cênicas, ensaiava com os alunos que tinham habilidade para representar, cantar, declamar poesia e, nos dias de feriado, aconteciam as “manhãs cívicas”.
Em suas aulas, havia o dia em que inspecionava os alunos quanto à higiene pessoal, aproveitando para falar da importância dos cuidados com a saúde.
Maria Estelita não foi somente uma alfabetizadora, foi também uma mulher muito católica, de muitas orações. Em suas aulas diárias, transmitia sua mensagem de fé e orações para os alunos. Devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rezava o rosário em família e, no mês de maio, festejava Nossa Senhora com toda a comunidade do sítio Cantinho.
Falar sobre Maria Estelita, ou “Tim”, como seus irmãos a chamavam, é falar de uma pessoa de sentimentos humanos, espiritualidade e força de vontade inabalável. A fé em Deus vinha em primeiro lugar; em segundo, o senso de querer vencer. Uma formação totalmente comprometida com a honestidade, íntegra em todos os seus atos e ações. O que ela dizia, era um compromisso assumido consigo e com o outro.
Como professora, deixou lições inesquecíveis ao longo de mais de 30 anos de serviço público. Como mãe e como esposa, passou a perspectiva de futuro, amor e fé para seus filhos. O saber, o estudo, o trabalho foram as condições claras nos entrelaçamentos do cotidiano de seus dias. Esse legado que deixou, perpetua toda sua essência.
Leão Fernandes faleceu em 10 de agosto de 1992, aos 85 anos, e Maria Estelita faleceu em 20 de setembro de 1993, aos 82 anos.
FILHOS, NETOS, BISNETOS
E TRINETOS
LEÃO FERNANDES DE QUEIROZ &
MARIA ESTELITA DE QUEIROZ
FILHOS:
Edmilson Fernandes de Queiroz
- Maria Zélia Paiva Fernandes
Estela Fernandes Lira
- José Lira de Andrade - (in memorian)
Maria Socorro Queiroz de Souza
- José Luiz de Souza
Luzia Queiroz da Silva
- João Batista da Silva
Raimundo Fernandes de Queiroz
- Maria Bernadete Costa Fernandes
Maria Aparecida Fernandes
- Lucas Evangelista Fernandes
Francisco Canindé Fernandes
- Lúcia de Fátima Medeiros Fernandes
Maria Conceição Fernandes de Queiroz
- Emerson Câmara de Morais - (in memorian)
NETOS:
Estela Fernandes Lira e José Lira de Andrade - in memorian
- Benigna Fernandes Lira
- Benilton Fernandes de Lira
- Benilde Maria Fernandes de Lira Pereira
- Benise Fernandes Lira
- Benilda Estela de Lira Leão
Edmilson Fernandes de Queiroz e Maria Zélia Paiva Fernandes
- Paulo Roberto Paiva Fernandes
- Carlos Henrique Paiva Fernandes
- Ana Cláudia Paiva Fernandes
Maria Socorro Queiroz de Souza e José Luiz de Souza
- Elizabete Queiroz de Souza Cortez
- Alexandre Queiroz de Souza
- Artur Queiroz de Souza
Luzia Queiroz da Silva e João Batista da Silva
- Kreskriana Queiroz Silva
Raimundo Fernandes de Queiroz e Maria Bernadete Costa Fernandes
- Marcelo Augusto Costa Fernandes
- Augusto César Costa Fernandes
Maria Aparecida Fernandes e Lucas Evangelista Fernandes
- Ana Cristina Fernandes
- Luciana Paula Fernandes
Francisco Canindé Fernandes e Lúcia de Fátima Medeiros Fernandes
- Vivianne Medeiros Fernandes
- Jéssica Medeiros Fernandes
Maria Conceição Fernandes de Queiroz e Emerson Câmara de Morais - (in memorian)
- Emerson Felipe Fernandes Morais
- Priscila Fernandes Morais
BISNETOS:
Benigna Fernandes Lira e Carlos Antônio Felipe Lira
- Ana Karla Fernandes de Lira Bezerra
- Kalina Clemens Fernandes Lira
Benilda Estela de Lira Leão e Célio Dias Leão
- Cintia de Lira Leão
- Breno de Lira Leão
Benilton Fernandes de Lira e Maria Elizabete Cavalcante de Lira
- Marina Cavalcante Fernandes de Lira
- Cristiano Cavalcante Fernandes de Lira
- Juliano Cavalcante Fernandes de Lira
Benilde Maria Fernandes de Lira Pereira e Rodolfo Pereira Araújo Filho
- Rodolfo Pereira de Araújo Neto
- Renato Fernandes Pereira de Araújo
Paulo Roberto Paiva Fernandes e Débora Cristina Araújo Fernandes
- Paulo Victor Fernandes
- Pedro Henrique Fernandes
- Vanessa Cristina
Carlos Henrique Paiva Fernandes e Andréa Barbosa Fernandes
- Sílvia Carolina Barbosa Fernandes
Ana Cláudia Paiva Fernandes e Welligton Paim
- Luana Liz Fernandes Paim
- Juliano Fernandes Paim
Elizabete Queiroz de Souza Cortez e Marcelo Caldas Cortez
- Rafael Queiroz Cortez
TRINETOS:
Ana Karla Fernandes de Lira Bezerra e José Zito Bezerra Filho
- José Zito Bezerra Neto
- Carlos Antônio Felipe Lira Neto
- Katiana Fernandes Bezerra de Lira
Kalina Clemens Fernandes de Lira Cunha e Wellington Alves da Cunha
- Bruno Fernandes de Lira Cunha