Instituto Histórico Geográfico

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      O instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHG/RN)) comemorou quarta-feira, em uma sessão solene, 104 anos de fundação. O presidente da instituição, Enélio de Lima Petrovich, informou que desde 2004 que foi cancelado um convênio com a Prefeitura do Natal de R$ 2.500, que custeava o pagamento da conservação do prédio e material de expediente. "Eles alegam que devemos uma taxa de lixo. Por conta disso, o IHG/RN está vivendo apenas da contribuição de seus 89 sócios efetivos, além de 195 correspondesntes de outros Estados e mais quatro sócios beneméritos", disse Enélio.

      A solenidade contou com o depoimento da professora Maria Arisnete Câmara de Morais. também foi aberta uma exposição permanente in memorian de Olavo de Medeiros Filho, que teve a apresentação de Cláudio Pinto Galvão. Foi outorgado ainda o diploma de Mérito Amiga do IHGRN, para a secretária Municipal dos Serviços Urbanos de Natal (Semsur) Marilene Dantas. O evento também contou com o lançamento do livro "Câmaras e Miranda-Henriques - Adauto Câmara, organizado pelo pesquisador Carlos Frederico.

História

      Segundo o presidente do IHG/RN, a instituição foi fundada no dia 29 de março de 1902, sendo a mais antiga entidade cultural do Estado. Foi fundada pelo desembargador e escritor Vicente Simões Pereira de Lemos, que reuniu um grupo de intelectuais. "O objetivo era preservar a memória histórica do RN", disse Enélio, salietando que o ponto crucial que motivou a criação do IHG/RN foi a questão de Grossos, uma contenda entre o RN e o Ceará, que no início do século XX pleiteavam este território para suas terras, saindo vencendor o RN, que teve como advogado Ruy Barbosa. O instituto, portanto, surgiu com a reunião de todos os documentos originados deste processo.

      De acordo com Enélio, estão arquivados no IHG/RN mais de 50 mil volumes entre livros e periódicos, incluindo coleções antigas de jornais de Natal e do interior do Estado, além de guardar o acervo de nove bibliotecas particulares que foram doadas por intelectuais potiguares dentre os quais Nestor Lima, Tobias Monteiro, do próprio presidente Enélio e Peregrino Júnior, entre outros, além de mais recente, a coleção de livros do escritor Hélio Dantas.

Segundo Enélio, que está na presidência da instituição desde 1963, todo esse acervo é usado para pesquisa de estudantes secudaristas e universitários, além de servir de subsídio para dissetações de mestrado e teses de doutorado. "É um espaço privilegiado onde encontra-se boa parte da memória histórica do RN", disse Enélio, informando ainda que o IHG/RN tem um acervo de cerca de 2 mil livros de escritores potiguares.

O instituto também conta com um prédio em anexo doado pela jornalista Ana Angélica Timbó, onde está o memorial Oriano de Almeida e uma pinacoteca com obras de artistas plásticos locais. É no pátio onde está a Coluna Capítolina.

      

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